Impulsionado pelo sucesso de adaptações recentes da mitologia grega, o blockbuster de 2010 protagonizado por Sam Worthington prepara-se para regressar às plataformas de transmissão.
O renovado interesse pelas produções sobre a Antiguidade
O fascínio do público por narrativas ambientadas na Grécia Antiga regista um novo pico de popularidade nas plataformas digitais. Fenómenos de bilheteira e grandes produções cinematográficas focadas em poemas homéricos e lendas clássicas têm motivado uma procura acrescida por títulos do género.
Exemplos como o filme Troia (2004) ou a minissérie de 1997 produzida por Francis Ford Coppola têm registado aumentos assinaláveis de audiência no mercado de streaming.
Acompanhando esta vaga de interesse por grandes batalhas mitológicas, um dos maiores êxitos de bilheteira do início da década de 2010 prepara-se para integrar a oferta da plataforma Peacock.
‘Fúria de Titãs’: Grandes orçamentos, estrelas de Hollywood e controvérsia em 3D
O título em causa é Fúria de Titãs (Clash of the Titans), lançado nos cinemas na primavera de 2010. Realizado por Louis Leterrier, o filme baseia-se na lenda de Perseu e contou com um elenco repleto de nomes cimeiros da indústria cinematográfica, onde se destacam:
- Sam Worthington no papel do semideus Perseu.
- Liam Neeson na interpretação de Zeus.
- Ralph Fiennes no papel de Hades.
- Gemma Arterton, Mads Mikkelsen e Luke Evans em papéis de relevo no elenco secundário.
Chegado às salas poucos meses após a revolução visual provocada por Avatar (também protagonizado por Sam Worthington), a Warner Bros. optou por efetuar uma conversão apressada do filme para o formato 3D durante a fase de pós-produção. Esta decisão técnica revelou-se um dos aspetos mais visados pela crítica da época, tornando a obra num dos exemplos mais citados sobre o uso deficiente da tecnologia tridimensional no cinema.
Recepção crítica vs. Sucesso financeiro:
Apesar de contar com uma taxa de aprovação de apenas 27% no agregador Rotten Tomatoes onde a imprensa especializada apontou fragilidades ao argumento em relação ao impacto visual , o filme demonstrou uma enorme força comercial. Produzido com um orçamento estimado em 125 milhões de dólares, Fúria de Titãs arrecadou quase 500 milhões de dólares nas bilheteiras mundiais, desempenho que justificou a produção de uma sequela, Ira de Titãs, lançada em 2012.
A herança do clássico de 1981
A versão de 2010 de Fúria de Titãs foi concebida como uma reimaginação do filme homónimo de 1981, uma obra de culto celebrizada pelos efeitos especiais em stop-motion criados pelo lendário Ray Harryhausen.
Enquanto a fita original permaneceu na memória coletiva pelo seu artesanal charme visual, a adaptação moderna apostou fortemente em efeitos digitais de última geração e sequências de ação estilizadas, aproximando o tom da narrativa ao dinamismo visual de produções como 300.
Os fãs de épicos mitológicos e de grandes produções de ação não terão de esperar muito para rever a saga. Tanto Fúria de Titãs como a sua sequela, Ira de Titãs (2012), ficam disponíveis no catálogo da plataforma de streaming Peacock a partir do dia 1 de agosto.