Agenda também terá edições do CineBela, atividades do Sinalário do Bela e a continuidade da exposição “onde a língua goteja pedra”
O Galpão Bela Maré, equipamento cultural do Observatório de Favelas, apresenta sua programação de abril com atividades que articulam arte, educação e formação. A agenda reúne ações contínuas deste 2026 e atividades pontuais que compõem a programação de abri. O destaque fica por conta do lançamento da revista aMARélo, as sessões do CineBela e a continuidade da exposição “onde a língua goteja pedra”. Ao longo do mês, a programação também inclui encontros de leitura, oficinas e ações do programa educativo, com atividades presenciais e online.
Entre os destaques do mês está o lançamento da revista aMARélo, que apresenta os resultados da formação do Observatório de Favelas sobre jornalismo cultural voltada a comunicadores de diferentes regiões do Rio de Janeiro. Como desdobramento desse processo, a publicação reúne reportagens, ensaios e registros produzidos a partir da vivência nos territórios, ampliando o reconhecimento dessas práticas na construção da identidade cultural da cidade.
A agenda conta ainda com o Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, com três sessões ao longo do dia 16 de abril. Nesta edição, o encontro apresenta uma seleção de filmes dedicada à presença negra no cinema, com curadoria do Centro AfroCarioca de Cinema, associação responsável pela criação do evento em 2007.
No CineBela, a programação de abril inclui também a exibição do filme “A Vida Secreta de Meus Três Homens”, dirigido por Letícia Simões, que propõe reflexões sobre memória e história no Brasil a partir da trajetória de personagens que atravessam diferentes temporalidades. Parte da programação regular do Galpão Bela Maré desde 2017, o projeto atua em formato de cineclube, com sessões seguidas de rodas de conversa que estimulam a troca entre público e produções audiovisuais.
A exposição “onde a língua goteja pedra”, de Carla Santana e Gilson Plano, segue em cartaz no Galpão Bela Maré até o dia 14 de abril. Resultado de uma imersão no quadrilátero mineiro, a mostra reúne esculturas, pinturas e experimentações que articulam relações entre corpo, território e memória, aproximando dimensões geológicas e sociais a partir de contextos de ocupação e transformação urbana.
Na programação de Leitura dedicada à obra de Ana Maria de Souza, poetisa radicada na Maré, o Clube de Leitura promove encontros voltados ao incentivo à leitura como prática de desenvolvimento individual e coletivo. Em abril, continuam os encontros do Clube de Leitura, com um dia de Leitura Convida especial para receber a autora Heleine Fernandes em um encontro sobre poesia negra feminina e sua produção em territórios periféricos.
O Espaço de Leitura Contação propõe encontros para estimular a leitura e a reflexão, e neste mês reflete sobre a trajetória de Ana Maria de Souza e o livro “Dandara Cadê Você?”, de Márcia Mendes. Ao final, o público participa de uma atividade de criação de bandeiras, refletindo sobre suas próprias histórias e trajetórias.
No eixo de Formação, o curso “Sinalário do Bela: Afrofuturismo e Libras Criativa” articula linguagem, acessibilidade e cultura a partir de uma proposta que investiga a criação de sinais em diálogo com referências do afrofuturismo e das experiências nos territórios. Como desdobramento deste mês, o verbete “Laje” será apresentado online.
A programação inclui ainda a oficina “Rastros do Espaço”. Utilizando técnicas de frotagem com papel e giz, a ação explora o tato como ferramenta de percepção e investigação, convidando os participantes a identificar texturas, marcas e detalhes do ambiente, ampliando as formas de olhar e se relacionar com o espaço.
O Galpão Bela Maré é apresentado pelo Ministério da Cultura, Observatório de Favelas, tem patrocínio da Vale, Itaú Unibanco e White Martins, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; apoio institucional do Itaú Cultural e Instituto JCA; parceria Automatica e TradInterLab. É realizado pelo Observatório de Favelas, Ministério da Cultura e Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.
Serviço | Galpão Bela Maré
Endereço: Rua Bitencourt Sampaio – Maré, Rio de Janeiro – RJ, 21044-075
Funcionamento: terça a sábado, das 10h às 18h
Todas as atividades são gratuitas, contam com tradução em Libras e o espaço físico é acessível
Clube de Leitura feat. Espaço de Leitura Convida – Heleine Fernandes
Data: 02/04
Horário: 19h
Classificação: livre
Espaço de Leitura Indica
Data: 06/04
Formato: online
Classificação: livre
Oficina “Rastros do Espaço”
Data: 07/04
Horário: 16h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Exposição “onde a língua goteja pedra”
Data: até 14 de abril
Horário: terça a sábado, das 10h às 18h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Visitas mediadas
Data: terças e quintas
Horário: 14h
Agendamento: educativo.belamare@observatoriodefavelas.org.br
CineBela – “A Vida Secreta de Meus Três Homens”
Data: 09/04
Horário: 15h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
CineBela – Encontro de Cinema Negro: Zózimo Bulbul
Data: 16/04
Horário: 15h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Lançamento da revista aMARélo
Data: 11/04
Horário: 13h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Clube de Leitura
Data: quintas
Horário: 19h
Classificação: 18+
Espaço de Leitura Indica
Data: 28/04
Horário: 14h
Locais: Escola Professor César Pernetta; Creche Nova Holanda; Areninha Cultural Herbert Vianna; Parque União
Classificação: 18+
Espaço de Leitura Contação
Data: 30/04
Horário: 16h
Local: EDI Cremilda – Praia de Inhaúma s/n – Maré – Bonsucesso, Rio de Janeiro
Classificação: livre
Curso “Sinalário do Bela: Afrofuturismo e Libras Criativa”
Data: terças
Horário: 17h às 18h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: 16 anos
Sinalário do Bela – Laje
Data: 27/04
Formato: online
Classificação: livre
Sobre o Galpão Bela Maré
O Galpão Bela Maré, projeto do Observatório de Favelas realizado em parceria com a Automática, é um espaço voltado à difusão, produção, mobilização, formação e fruição das artes e das expressões culturais através de suas mais variadas manifestações, visando, sobretudo, articular a produção artística periférica com o circuito da arte contemporânea no Rio de Janeiro. Inaugurado em 2011, consolidou-se como um espaço de referência na cidade para o debate do papel político da arte, especialmente no contexto das periferias.Sobre o Observatório de Favelas
Sobre o Observatório de Favelas
O Observatório de Favelas, criado em 2001, é uma organização da sociedade civil sediada no Conjunto de Favelas da Maré, com atuação nacional. A organização busca promover o direito à cidade e incidir sobre políticas públicas, valorizando as favelas e periferias como territórios de potência e direitos.